EDIFÍCIO ARTICULADOR E ESCOLA DE MÚSICA PERUS

O dia-a-dia da comunidade é carente de elementos de mobilidade urbana por conta da geografia do lugar e a setorização desconexa dos equipamentos que estruturam o cotidiano das pessoas. Por conta disso foi proposto a criação de um elemento que organize melhor esses fluxos horizontais e verticais. A área de intervenção fica no bairro de Perus, zona norte de São Paulo, um bairro à periferia do centro expandido da metrópole.

O Território se divide em 2 partes definidas pela topografia do lugar. A parte alta, onde se concentram os conjuntos habitacionais (com maior densidade) e a parte baixa onde está a estação da CPTM (Linha7 Rubi – Luz – Francisco Morato – Jundiaí).

No eixo em análise há um desnível total de 55m, o que causa uma dificuldade diária para o morador voltar para casa, gerando uma alta dependência do transporte público, táxi, e do carro familiar.

A proposta é criar um edifício na cota intermediária desse percurso, num terreno, hoje, ocupado por casas. Nesse perímetro há um “escadão” que atravessa e divide a quadra, logo acima o eixo continua com uma viela que dá acesso a rua dos conjuntos habitacionais, finalizando o trajeto “estação – casa”. O desnível total do terreno de implantação do edifício é de 14m, o desnível total da área a ser projetada é de 2m.

Tendo o entendimento da questão e sua dinâmica, vejo necessária uma intervenção que
concilie as preexistências, sua situação topográfica e a colocação de elementos que transformem totalmente a condição de dependência do transporte público e privação da rua pelos moradores do lugar e traga qualidade de vida às pessoas que moram na área.

O programa proposto se insere dentro da rede de equipamentos de educação, cultura e lazer
existentes. O projeto está dividido em duas frentes complementares.

A primeira e menor, é um centro comunitário / comercial, que dá apoio ao funcionamento 24h da estrutura de mobilidade projetado, o programa principal é uma escola de música; orquestra jazz sinfônica. Nesse conjunto, também há intenção de criar duas grandes praças abertas, uma em cada térreo, para que seja apropriada pela comunidade das mais diversas formas possíveis, que abriguem também, apresentações dos próprios alunos e de artistas convidados e que os elementos físicos de transposição se tornem percurso pelas áreas de convivência cidadãs.

CategoriaConcursoAno2015StatusEstudoLocalSão PauloFotosIndicado ao Prêmio Opera Prima

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